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30 (O MAIS PRÓXIMO QUE TERÃO DE MIM)

  • Foto do escritor: Rebeca Siqueira
    Rebeca Siqueira
  • 29 de jun. de 2020
  • 2 min de leitura

Atualizado: 31 de ago. de 2022

Eu nunca compreendi os números na minha vida.

Eu não me formei aos 21 anos como eu havia planejado; entre Direito e Ciência Política fiquei com Letras. Faz sentido? Nenhum. Eu tinha um ponto, uma reta, mas não tinha um plano. 

Nunca me permiti compreender a diferença dos números Racionais e Irracionais, posso, assim, culpar meu signo e ascendente, pois os considero duas incógnitas; o primeiro e o último, a chegada e a partida, o início e o fim. 

Eu tentei multiplicar o amor que recebi durante minha vida em proteger, amar e respeitar os animais; tal missão foi dada a mim. Os números? Eu não sei. Se os números são tidos como infinitos é exatamente assim que vivencio meus sentimentos em relação àqueles que me foram destinados. 

A divisão que tento fazer é: ser isso ou aquilo, confesso, na maioria das vezes não saber o que é um ou outro. A regra de três que me guia vem lá de cima e eu nunca consegui compreendê-la bem, contudo, acho que nem preciso. Essa conta já veio com o resultado, e não há variáveis. 

Minhas somas e subtrações dizem sobre o que fui e o que quero ser. Ouvi que 30 é somente um número maior que 29. Já 29 me diz sobre o Retorno de Saturno. Naquele momento a gente compreende o número de rotações que demos ao longo dos números naturais. Somamos a isso uma raiz quadrada de 30 que, no meu pouco conhecimento matemático, nem existe, mas que se por alguma equação desconhecida existir, as  somo juntas às minhas fragilidades humanas e multiplico o número perfeito para mim. Caso eu encontre esse número eu juro que os divido separando cada letra de número até achar uma fórmula invariável e o jogo em algum buraco negro.  

Na minha vida eu não somei filhos, essa equação não me diz respeito. Sempre achei confusa demais a ideia de somar, multiplicar, dividir, encaixar letras e números numa só equação. Não e não! Permaneço bem no lugar que me cabe, o lugar apenas das letras.


Rebeca. 2020





 
 
 

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